Retomando a discussão

Agosto 16, 2009

olá


Internet, uma questão de liberdade e humanidade.

Outubro 24, 2008

Colegas! Aí vai um trechinho do meu artigo. Eu tentei discutir um pouco a questão da propriedade da cultura. Não sei se deu muito certo….hehehe. De qualquer forma, bom resto de semestre a todos. Beijos

Por Vanessa Hauser

No dicionário Aurélio, o termo cultura relaciona-se ao conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos e sociedade. O termo também aparece associado à idéia de uma capacidade de simbolização considerada própria da vida coletiva e que é à base das interações sociais. A cultura também é um aspecto da vida coletiva relacionado à transmissão de conhecimento, à criação intelectual e artística.

Todas as definições acima, dentre tantas outras apresentadas no dicionário de língua portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda, remetem à cultura enquanto uma realização coletiva, produzida através de diversas linguagens e que são compartilhadas pelos sujeitos de uma comunidade.

No entanto, como sabemos, a partir da Revolução Industrial e da afirmação do capitalismo como modo de produção hegemônico, a cultura transformou-se em mercadoria, consumida individualmente pelos sujeitos através dos meios de comunicação de massa e seus produtos “fabricados” em grande escala.

A cultura reificada nasce de um processo vertical de produção. Este processo, também autoritário, coloca os sujeitos como meros receptores. “Receptores passivos da cultura produzida em outro lugar. Viciados em televisão largados no sofá. Consumidores. Esse é o mundo da mídia do século XX” (LESSING, 2005, p. 59). E, como todo produto que é fruto do capitalismo, a cultura também se torna uma propriedade.

Porém, no século XXI uma transformação radical ocorreu na sociedade e trouxe um novo espaço para a cultura. Estamos falando da Internet. A rede mundial de computadores não só interligou pessoas de todos os lugares do mundo como também possibilitou a troca de conteúdos simbólicos através de mecanismos de cooperação conectados em escala global – é o sistema de peering, ou P2P.

Com este novo lugar, a cultura recupera o seu caráter livre e cooperativo na medida em que a Internet se apresenta como um espaço quase ilimitado de criação através de redes sociais como Orkut, Flickr, YouTube, blogs, e uma infinidade de outros espaços onde produtores e receptores de conhecimento, cultura e informação realizam trocas constantes em um sistema horizontal e infinitamente mais democrático do que a mídia tradicional.

O problema está no fato de que aqueles produtos fabricados pela indústria cultural e que antes da Internet geravam quantidades inacreditáveis de dinheiro, agora também circulam livremente pela rede, possibilitando aos usuários acesso gratuito. Músicas, filmes, softwares que possuem copyright, de fato, não pertencem a mais ninguém. E como não poderia deixar de ser, as grandes empresas do ramo estão se remoendo de ódio porque já não lucram mais como antigamente.


Mudanças na sociedade: novas proposições na era da colaboração e da cultura re-mix

Outubro 24, 2008

Fernando V. Goettems

O início do meu artigo…

 

A era da informação, caracterizada internet e o mundo em rede como o principal meio onde a informação flui, possibilitada pelos constantes avanços tecnológicos. Essa era, acabou por mudar as formas de produção do homem. Sejam elas de bens, cultura, negócios, notícias, softwares, etc.. As mudanças ocorridas, principalmente após a criação da internet e dos computadores pessoais, revolucionou a forma como nos relacionamos em sociedade.

Vivemos na era da participação, da colaboração em massa. O resultado disso é tratado pelos autores TAPSCOTT e WILLIAMS[1], como uma “rebelião” que começou pela mudança no poder do fluxo de informação, através, por exemplo, da blogosfera. Agora, os indivíduos são capazes de compartilhar conhecimento, além de uma vasta quantidade de bens, disponibilizados através do código aberto na rede.

Esses aspectos estão mudando até a forma como as empresas atuam no mercado e sua relação com os clientes, que, não apenas consomem determinado produto, mas, participam, inclusive, do processo de criação desse produto. Ocorre que, muitas empresas compartilham informações de seus produtos, para, com a colaboração de pessoas na rede, obter melhores resultados. Os autores relatam o caso da empresa Goldcorp Inc., que extrai ouro. Através da colaboração na internet, a empresa obteve estudos geológicos dos mais diversos, indicando lugares para se extrair ouro. Resultado: a empresa confiou informações suas na rede, ofereceu recompensas e, em menor tempo do que se fosse contratar estudiosos, obteve resultados precisos, que lhe possibilitaram lucros. “Como esperado, os geólogos se envolveram. Mas as inscrições chegaram de fontes surpreendentes, dentre as quais alunos de pós-graduação, consultores, matemáticos e oficiais militares, todos querendo uma parte do prêmio. “Tínhamos matemática aplicada, física avançada, sistemas inteligentes, computação gráfica e soluções orgânicas para problemas inorgânicos. Havia competências que eu nunca havia visto antes naquele ramo”, diz McEwen (gerente da empresa)” (TAPSCOTT e WILLIAMS, p. 19) .



[1] TAPSCOTT, Don & WILLIAMS D. Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007. Cap 1.p.17-47; Cap.2 p. 49-85;  Cap.5 p. 157-188.


Tecnologia X Identidade Cultural

Outubro 24, 2008
Olá colegas!
Lá vai um fragmento da minha resenha. Procurei discutir a influência do avanço das tecnologias e da globalização sobre a concepção de identidade cultural.
Tecnicidades e Implicações Culturais
Por Deise Anelise Froelich

 

Muito embora os saberes habituais, através da linguagem oral e visual, têm sofrido uma erosão crescente devido à intervenção e ascensão de novas ferramentas como o computador e a internet, muitas escolas e até mesmo universidades parecem resistir à possibilidade de uma nova tecnicidade aliada aos saberes. É importante ressaltar que a instituição de ensino está deixando de ser o único lugar de legitimação do saber, devido aos demais saberes construídos em outros meios. Todavia, Martín-Barbero (2006), observa que muito embora ocorra a fragmentação do saber em múltiplos canais de construção do conhecimento, isso não impede os jovens de ter um conhecimento mais atualizado em física ou em geografia do que o seu próprio professor. Porém, ao invés deste fato acarretar na escola uma abertura a esses novos saberes, as instituições de ensino têm demonstrado uma posição defensiva, alimentando uma idéia negativa e moralista de tudo que a questiona em profundidade, com críticas ao ecossistema comunicativo das mídias e das tecnologias de comunicação e informação.

Entretanto, se faz necessário visualizar as novas tecnologias como um complemento e não como uma ameaça aos saberes habituais. A informática e a internet podem ser utilizadas como ferramentas adicionais ao ensino, desde que haja qualificação dos professores a fim de instigar uma reflexão crítica para com os educandos sobre as implicações, benefícios e malefícios que essa nova tecnologia proporciona.

Um dos motivos que apontam a internet como um meio cada vez mais fascinante e consolidado, é a possibilidade de utilizar recursos para além da escrita e do discurso lógico convencional. As sonoridades do meio oral com as intertextualidades da escrita e as possibilidades do audiovisual presentes em um hipertexto, revolucionam e tocam o mundo das expressões e emoções humanas.

Porém, novos recursos, muitas vezes implicam em mudanças de comportamento, de modo de vida e modificações no conceito de identidade. Há uma espécie de flutuação, propagação global das identidades sendo que elas se encontram livremente independente do contexto, espaço ou tempo, que foge ao controle dos indivíduos que vivem em uma sociedade tomada pelo crescente processo de globalização. Martín-Barbero faz menção à identidade como algo instável, sujeito a modificações, para além das simples “raízes” históricas.

 

A globalização parece se fortalecer com o avanço das tecnicidades e se expandir e consolidar nas sociedades de modo que não é mais somente a circulação de mercadorias que está em jogo, mas também a constituição de novas identidades, a desterretorialização com a fragmentação das fronteiras, e a hibridização das culturas. Portanto, as raízes identitárias não são mais vistas como fixas, mas como algo móvel, em transição constante. Há uma nova relação entre as identidades culturais e entre as nações. A globalização acelerada pelas redes de comunicação unifica a própria comunicação, as relações e o mercado. Todavia Hall lembra que a globalização não significa necessariamente a extinção do que é considerado local, mas sim existe um novo posicionamento de ambos contextos.

 

“Há juntamente com o impacto do ‘global’ um novo interesse pelo ‘local’. A globalização na forma da especialização flexível e da estratégia de criação de ‘nichos’ de mercado, na verdade, explora a diferenciação local. Assim, ao invés de pensar no global como ’substituindo’ o local seria mais acurado pensar numa nova articulação entre ‘o global’ e ‘o local’. Este ‘local’ não deve, naturalmente, ser confundido com velhas identidades, firmemente enraizadas em localidades bem delimitadas. Em vez disso, ele atua no interior da lógica da globalização. Entretanto parece improvável que a globalização vá simplesmente destruir as identidades nacionais. É mais provável que ela, vá produzir, simultaneamente, novas identificações ‘globais’ e novas identificações ‘locais’”. (2005, p.78).

 

 


Falando em blog…

Outubro 24, 2008

…entrou no ar essa semana o blog do DCE da Unijui. Na verdade, até hoje o Diretório central dos Esrudantes não tinha nenhum recurso eletrônico. E, visando a importância que o blog tem enquanto uma ferramenta de informação e debate, resolvemos trazer a comunicação do DCE à realidade do século XXI. Bem, mas não posso dizer que o blog está a “oitava maravilha” do mundo. Muito longe disso, hehehe. Estamos “engatinhando” ainda. Portanto, gostaria de pedir uma força dos colegas de comunicação que já tem certa experiência no meio e que tem idéias super boas (naturalmente, afinal, fazemos comunicação hehe) para que dêem suas sugestões. Gostaria de convidá-los também, é claro, para que participem  das discussões afim de fortalecer o Movimento Estudantil na Unijui.

Valeu gente!

Desde já agradeço…

Att,

Deise Froelich.


Devo freqüentar + a biblioteca de revistas

Outubro 24, 2008

Hoje eu ia vir escrever sobre o meu texto final, mas a minha tarde começou assim: um temporal desabou sobre Ijuí e (como é comum aqui quando chove) faltou luz, em 20 minutos umas três vezes o computador apagou e eu fiquei torcendo para que o que eu estava escrevendo tivesse sido salvo. E foi!!! Santa tecnologia!!!

Bom como tinha marcado duas entrevista para o início da tarde fui para o campus terminar o que tinha para escrever lá, depois de ter feito as entrevistas. Eis que chegou lá e verifico que, além de um monte de adolescente vestidos com uma capa de chuva azul correndo um lado para outro (era a final da gincana da Unijuí) também não tinha luz.

Então o que fazer além de esperar??

Lembrei que dois dias antes o Fernando, nosso colega, me contou sobre a reportagem que a revista Bravo fez sobre o nova sensação musical surgida aqui na internet ‘Mallu Magalhães’. Por isso, fui até a biblioteca, no setor de revistas (que estava no escuro) e além da revista Bravo encontrei a revista Imprensa, de setembro desse ano, cuja capa estava escrito com letras negras num fundo branco (o que inclusive me ajudou a enxergar) ‘Blogueiro não é jornalista”. Então, peguei as duas revistas, encontrei um lugarzinho que tinha um fio de luz vinda do céu (literalmente porque a janela estava no teto e não na parede) me acomodei naquelas cadeiras da entrada da biblio e ali fiquei, lendo, por não sei quanto tempo.

Sobre as leituras:

A Mallu Magalhães é o legítimo fruto da internet. Claro contou com alguns golpes de sorte do destino, que proporcionou a ela uma família ‘intelectualizada’ – e que pode proporcionar a ela uma ótima educação- e um amigo que é neto do Boni (sim aquele que reinou por trás das telas da grande mídia brazuca).

Mas destino a parte a garota é diferente, começou a aparecer na TV no início do ano depois de ter gravado um mini-álbum independentíssimo, com apenas 15 anos. E como ela chamou atenção??? O tal amigo dela, citado anteriormente, que se diz o facilitador de artistas ou um produtor, criou a página dela no MySpace e numa sacada legal, durante uma festa, conseguiu o contato de um publicitário, esse através do link do MySpace da Mallu Magalhães ouviu, gostou da música da garota e a colocou num comercial da Vivo.

A partir daí, ela só cresceu. Quando Mallu se apresentou no Altas Horas, no início do ano (em março ou maio) o perfil dela tinha 200 mil visitas!!! Em no máximo três meses que estava disponível na web!!! Definitivamente a garota é um “fenômeno da internet”!

E quanto a revista Imprensa!!!

Bom pelo título (Blogueiro não é jjornalista) e pelo veículo já se pode deduzir a resposta não é??Mas a matéria começa assim:

Ele não é somente o arquivo da opinião moderna ou a repercussão de uma impressão geral, ele é o motor dos espíritos, descobre novas e fecundas relações sociais (…); consagra e robustece a solidariedade moral que liga os homens, a fraternidade que os prende. (…) ensina, professa: alumia sobretudo; ele é o grande construtor do futuro; não é só o fato de hoje que o prende – isso é o menos: é o fato que o futuro contém; ele vai das relações presentes às relações futuras e mostra a revolução (…) imensa pela qual a humanidade transforma e refaz o seu destino(…). É por isso que ele contradiz muitas vezes a opinião recebida, e com razão”.

Não tivesse sido escrita em 1876 pelo português Eça de Queirós, a descrição acima poderia muito em ter sido feita ao mais interessante fenômeno de comunicação da última década: os Blogs e blogueiros. Mas Eça louvava os jornais e os jornalistas. Algo mudou.

Ao ler essa matéria percebi que um blog pode ser jornalistico, mas não necessariamente o blog é o novo, ou o futuro do, jornalismo. Essa é uma ferramenta que está em constante transformação.

inicialmente, em diferentes países, mas principalmente aqui no Brasil, o Blog era uma espécie de diário online; com o tempo passou a ser um pouco mais informativo e menos de “personalidade”; como vimos em aula as empresas também passaram a usá-lo como uma ferramenta de rápida e eficas comunicação com o cliente.

Hoje um blog pode sim ser jornalístico, mas também pode ser um diário pessoal ou uma ferramenta de publicidade, tudo depende do blogueiro que é responsável por aquele determinado espaço virtual.

uma boa dica que exemplifica isso é o blog: http://www.econocult.blogspot.com

O cara responsável pelo blog é um amigo de longos anos, mas amizade a parte o blog é bom mesmo. Simples, informativo e interessante. Mistura música, filme, reflexões e o principal dicas de investimentos e coisas desse tipo. Ele não é jornalista, nem o blog tem esse  viés, mas sabe explicar de forma clara o complicado mundo da economia.


Vamos fazer barulho!!

Outubro 23, 2008

Olá turma!

Queria ver se dava uma folguinha no Blog, mas percebi que nesses “últimos dias” vai ser complicado, haha! Então, meio atrasada, vou postar algo que discutimos na última aula presencial, quando o Jonas apresentou o texto dele, Blog Corporativo. Na verdade, o que vou postar, tem a ver apenas com um trecho do texto,  que falava sobre Buzz Marketing, e que a galera se interessou bastante. Vamos lá, então!

Por Luciene Ferrari

O ato de “fazer barulho” e espalhar suas idéias na internet é chamado de buzz marketing (marketing zumbido). Na prática, qualquer marketing bem estruturado e aplicado se torna eficiente e traz o retorno esperado, mas o buzz marketing tem algo a mais: seu pano de fundo é composto por clientes e clientes potenciais que falam da sua marca, seu produto, seu serviço e sua empresa de forma notável, inclusive capturando o interesse da mídia como um todo.

O grande segredo é fazer ou criar algo que desperte o interesse do público em escrever (ou blogar) sobre o assunto. Os blogs dão a oportunidade de se “fazer barulho” na internet e isso tem alcance muito maior que um simples marketing boca-a-boca.

Um bom exemplo de buzz marketing é o caso da Virgin Digital que lançou, em 2005, uma campanha chamada “Do you see music?” (Você vê música?), composta por uma imagem que convida você a exercitar sua capacidade de identificar nomes de bandas com base nos desenhos. Nessa imagem, aparentemente comum, escondem-se 75 bandas. A idéia se espalhou por todos os cantos do mundo é até hoje é usada como um dos melhores exemplos para “fazer barulho” na rede.

Veja abaixo a imagem da campanha e me responda: Você vê música?



Outubro 23, 2008

 

 

Ana Lunardi

Olá Pessoal!! Sei que já postei muito sobre o tal Orkut, mas esse fato eu não poderia deixar de socializar com vocês…  Olha só o que aconteceu com alguns alunos que resolveram criar uma comunidade engraçada sobre um de seus professores.

 


Geração Net e criação da identidade

Outubro 22, 2008

Fala galera, resolvi postar uma parte do meu texto final,  que considero a mais interessante.

A cultura de proximidade é outra característica fundamental na caracterização da Geração Net. A web encoraja os jovens a passar de uma orientação local ou nacional, para uma arena global, moldando assim, uma identidade também global.

A identidade deve ser entendida como algo mutável, passível de transformações para Violante, “a identidade é aquilo que individualiza o sujeito, ao mesmo tempo que o socializa, é aquilo que o diferencia e o torna um igual”. (1985, p. 46).

Para alguns autores, estamos vivendo uma crise de identidade proveniente da cultura pós-moderna, onde mudanças culturais bruscas afetam o indivíduo de maneiras drásticas.

“Estas transformações estão também mudando nossas identidades pessoais, abalando a idéia que temos de nós próprios como sujeitos integrados. Esta perda de um sentido em si estável é chamada, algumas vezes, deslocamento ou descentração do sujeito. Esse duplo deslocamento – descentração dos indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos – constitui uma crise de identidade para o indivíduo” (HALL, 2001, p. 9)

Este deslocamento ou descentração diz respeito ao fato de que antes o sujeito era vivido como detentor de apenas uma única identidade, estável e unificada. Porém isso está mudando, está tornando-se fragmentado, onde muitas vezes um indivíduo assume diversas identidades, sendo até, uma contraditória à outra. Os jovens estão criando uma identidade diferente a cada dia.

Os motivos para esta crise de identidade são vários, entre eles estão o avanço da medicina, que estão revisando as regras sobre a identidade biológica à medida em que as pessoas podem trocar de órgãos, aparência e sexo; o avanço na genética e a possibilidade da clonagem humana; e finalmente, a revolução da informação e comunicação, “que cria uma paisagem eletrônica vasta e misteriosa de novos relacionamentos, papéis, identidades, redes e comunidades”. (Anderson, 2002, p. 11)

João Gabriel Goergen


cibercultura

Outubro 22, 2008

por Cristiano Porto Klanovicz

Hoje, as praticas, atitudes, modos, valores, entre outros estão todos agregados, condicionados por esse novo espaço de comunicação que surge e revoluciona a sociedade como um todo, o ciberespaço. Esse seria o ponto de partida para se falar nas implicações culturais que isso tudo vem estabelecendo. A cibercultura, entanto, seria então um novo estilo de vida que está sendo estabelecido ao redor dessas novas tecnologias de comunicação, onde teria como principio fidelizar uma nova geração de consumidores, ou a geração digital, um coletivo, um grupo que cria, assim, uma nova cultura entorno disso, a cultura da interação.

“Os indivíduos agora compartilham conhecimento, capacidade computacional, largura de banda e outros recursos para criar uma vasta gama de bens e serviços gratuitos e de código aberto que qualquer um possa usar e modificar” dizem Tapscott e Williams, autores do texto Wikinomics. Essa interação é percebida por sites como a Wikipédia, uma enciclopédia criada de maneira colaborativa onde os próprios usuários produzem a informação, site de interatividade de fotos como o Flirck, onde também os internautas disponibilizam fotos, a disponibilização de musicas e vídeos na rede, como o Youtube, blogs onde permite-se a participação de todos que acessam e até mesmo sites de organizações que passam a disponibilizar musicas e vídeos também como forma de atrair mais e mais usuários.

            Todo esse conjunto de tecnologias mudou profundamente o conceito de tempo e espaço. Pode-se morar em um lugar isolado, mas ao mesmo tempo estar ligado e interagindo sobre qualquer assunto e em qualquer parte do mundo. Pode-se fazer grande parte do trabalho sem sair de casa. São inúmeras possibilidades agora reais de elos, situações, serviços que já estão cada vez mais crescendo.